Desconhecíamos - até porque nos movemos num conceito de paz e amor pela causa sardenta - mas as sardas podem servir de epicentro a polémicas de contornos pouco claros, como sucedeu recentemente na Austrália. A Vogue aussie é acusada de ter criado uma nova moda, um must-have como gostam de dizer (tem-de-ter, em sentido literal), apenas para promover a vencedora do concurso Australia’s Next Top Model, evento patrocinado… pela Vogue. Segundo a publicação, e passo a citar, “as sardas já foram algo que as estrelas tentavam disfarçar, mas agora elas (as estrelas) colocaram-nas na vanguarda da moda”. Não bastasse este alegado impulso à carreira de Alice Burdeu, a campeã sardenta do referido concurso, também o editor de moda da GQ australiana, Alex Bilmes, veio dar novao empurrão às virtudes da peculiar característica dermatológica, regozijando-se da forma que passamos a transcrever: “As sardas devem ser abraçadas, tocadas, beijadas. Sardas são uma provocação: se eu posso ver que algo em você é sardento, pergunto-me sobre o resto “. A consideração assentou-lhe bem, mas só veio agudizar a polémica, pela particularidade da GQ pertencer ao mesmo grupo da Vogue. Com ética ou falta dela, nós, promotores de um blog desvinculado aos grandes grupos de media, aplaudimos a iniciativa. Mesmo que concertada, projectou mais uma sardenta toda catita. E até pode ser que peguem… as sardassegunda-feira, 29 de setembro de 2008
A padroeira
Desconhecíamos - até porque nos movemos num conceito de paz e amor pela causa sardenta - mas as sardas podem servir de epicentro a polémicas de contornos pouco claros, como sucedeu recentemente na Austrália. A Vogue aussie é acusada de ter criado uma nova moda, um must-have como gostam de dizer (tem-de-ter, em sentido literal), apenas para promover a vencedora do concurso Australia’s Next Top Model, evento patrocinado… pela Vogue. Segundo a publicação, e passo a citar, “as sardas já foram algo que as estrelas tentavam disfarçar, mas agora elas (as estrelas) colocaram-nas na vanguarda da moda”. Não bastasse este alegado impulso à carreira de Alice Burdeu, a campeã sardenta do referido concurso, também o editor de moda da GQ australiana, Alex Bilmes, veio dar novao empurrão às virtudes da peculiar característica dermatológica, regozijando-se da forma que passamos a transcrever: “As sardas devem ser abraçadas, tocadas, beijadas. Sardas são uma provocação: se eu posso ver que algo em você é sardento, pergunto-me sobre o resto “. A consideração assentou-lhe bem, mas só veio agudizar a polémica, pela particularidade da GQ pertencer ao mesmo grupo da Vogue. Com ética ou falta dela, nós, promotores de um blog desvinculado aos grandes grupos de media, aplaudimos a iniciativa. Mesmo que concertada, projectou mais uma sardenta toda catita. E até pode ser que peguem… as sardasquinta-feira, 25 de setembro de 2008
Fita métrica
Misti Traya, a sardenta de hoje, oferece-nos um percurso ligeiramente diferente ao das modelos-que-passam-a-actrizes-só-porque-são-brutalmente-giras. Esta hawaiana começou por estar a milímetros de enveredar pela alta competição e tornar-se numa nova Katarina Witt da patinagem sobre o gelo. Cansada dos treinos diários, Misti largou os patins. Apostou no associativismo escolar e esteve à mesma distância de uma carreira política. Foi presidente da colectividade da escola feminina de Marlbourogh e bastante elogiada pelas colunas de opinião publicadas no jornal da instituição. Motivada pelas coleguinhas de carteira, Misti canalizou a qualidades da escrita para os argumentos e chegou a criar algumas peças de teatro. Depois de encher encadernações de ficção, decidiu dar-lhes vida… e corpo. Tem participado em algumas produções discretas e continua também a milímetros de se tornar uma figura de primeiro plano na red carpetterça-feira, 23 de setembro de 2008
Mariscada
Danielle Gamba tinha uma vida pacata como assalariada no agrupamento de cheerleaders dos Oakland Raiders, agremiação de touros praticantes de futebol americano. Estava esta rapariga neste rancho folclórico para miúdas-com-saias-curtas-e-decotes-pronunciados quando recebeu ordem de expulsão. Um dos elementos do reputado clube tinha descoberto, acidentalmente, umas fotos de Danielle em pelota numa publicação da Playboy. Esconjurada, a nossa sardenta de hoje apostou na modelagem para consumo masculino e fez sucesso na FHM, até a publicação norte-americana falir por parcas vendas nas bancas. Juntou depois umas coroas no ballet, capitalizando a aprendizagem coreográfica no já referido rancho dos Raiders, até que alguém se deparou com o seu rosto camuflado de sardas e a resgatou para um filme, onde protagonizará uma universitária a cursar enfermagem. Não tem muito a ver, mas pode ser que se safequinta-feira, 18 de setembro de 2008
Bertinha doentinha
O cinema francês tem o condão de nos oferecer amiúde pequenas (literalmente) surpresas. Admito que não sou admirador do ritmo pastelão de muitas das obras cinematográficas gaulesas. Teimam em escarafunchar no conteúdo e esquecem-se que uma pessoa está ali aconchegada no sofá e se não é agitada por algum ritmo fecha a pestana e perde o fio à meada. Só para concluir a minha apreciação, também acho que as comédias não funcionam. A musicalidade do francês é uma mistura estranha entre o coloquial e o amaricado, o que, convenhamos, não sugere grande graça. Agora graça tem esta miúda, Bertille Noel-Brunneau, uma jovem que a crítica (leia-se bando de intelectuais presunçosos) coloca na senda de Victoire Thivisol, a estrela do melodrama Ponette. Bertille promete rivalizar com Victoire no que respeita aos filmes de chorar-as-pedras-da-calçada, fiando, por exemplo, na participação em La Petite Chartreuse, na qual ficciona uma vítima de um brutal acidente de viação, passando todos os frames da fita entre a vida e a morte. Ideal para quem aprecia descarregar prantosterça-feira, 16 de setembro de 2008
Trunfa
Apesar de servirem de berço ao prato mais típico português, os noruegueses não são grandes apreciadores de bacalhau. Deixam o bicho reproduzir-se mas delegam nos nossos pescadores a dura tarefa de o recolher no mar. Em terra, estes nórdicos são bem mais zelosos no produto interno e esmeram-se no contributo em alindar a população mundial como é o formoso exemplo de Sunniva Stordahl, a sardenta de hoje. Esta modelo trintona gaba-se de ser requisitada pelas formas esguias e, sobretudo, pela densa massa capilar que lhe floresce no coruruto. Aliás, Sunniva faria muito melhor figura que a Carla Matadinho ou a Barbara Elias na recente campanha do Sporting para angariação de sócios. No lugar de bárbaras barbas de meio ano de crescimento, Sunniva exibiria o cabelo de uma vida (bem que me podias ceder um ou dois tufos dessa cabeleira, oh Sunniva, que já me vão faltando pelosidades)quinta-feira, 11 de setembro de 2008
A megera
A Sara Leitão é produto 100% nacional no que respeita a sardentice, qualidade que prezamos e que dá razão de existência a este blog. Esta jovem actriz é a vilã de mais uma temporada de Morangos com Açucar. A Jennifer, a personagem que a nossa sardenta de hoje encarna, é tão-tão má que consegue ser muitíssimo pior que os argumentos da telenovela juvenil da TVI. Fitando a angélica pose de Sara, somos incapazes de imaginar as paletes de crueldade desta menina, mesmo que ficcionada. Entre as suas rotinas diárias figuram raptos a jovens incautos e aplicação, nos mesmos, de perversas sevícias. Ao longo das peripécias noveleiras da sua personagem, Sara simula uma panóplia de crueldades que, por decoro, nos abstemos de referenciar, mas que podem ser acompanhadas por toda a miudagem em pleno prime-time televisivoterça-feira, 9 de setembro de 2008
Tapa-buracos
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Montanha quebrada
Filha do neto do fundador dos Giants, uma das melhores equipas nova-iorquinas de futebol americano, Kate Mara nunca foi grande apreciadora de modalidades com bovinos a correr atrás de melões. No lugar de praticar desporto, preferiu, desde tenra idade, sentar o rabo no sofá e devorar filmes da Judy Garland, uma actriz que se notabilizou por dois motivos: primeiro contracenou com um leão gay, um empalhado e um vira-lata e, depois, deu à luz uma das maiores consumidoras de bebidas espirituosas de todos os estados norte-americanos, Liza Minnelli. Voltando a Kate, a sardenta de hoje tem rentabilizado a precoce opção pela dramatologia com sucessivas aparições em séries famosas, como Nip Tuck, CSI e 24. A manchar o currículo está também uma participação ligeira no estranho Brokeback Montain, o tal das coboiádas entre cuidadores de rebanhosterça-feira, 2 de setembro de 2008
ABBelga
Agora que está prestes a estrear nas nossas salas de cinema o musical Mamma Mia, faz todo o sentido falar de Axelle Red. Esta cantautora cometeu a proeza de unir uma Bélgica fraccionada pelos cantões e respectivos idiomas. Oriunda do pedaço flamengo do país-sede do Executivo europeu, Axelle renegou o dialecto cacofónico das suas raizes, germinadas em Hasselt, e apostou no mais internacional (mas não menos amaricado) francófono. O primeiro álbum, Sans Plus Attendre, qualquer coisa como Já Não Dou Nada por Isto, vendeu para lá de 500.000 cópias só na macambúzia Bélgica, números que, tomando em conta o título da obra, rebentou com todas as expectativas da modesta cantora. Ah... e com isto tudo esquecia-me de abordar o tema que iniciou a postada. Pois é... como ninguem é perfeito, Axelle, imaginem vocês, vinculou-se à música inspirada pelos temas dos ABBA. Esse mesmo agrupamento sueco, agora homenageado no cinema com uma comédia musical que promete deliciar muitos nostalgicos. Eu passo!quinta-feira, 28 de agosto de 2008
A grande estucha
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Babel Family
O código genético de Alex Borstein é uma verdadeira salganhada e não creio que exista algum modelo de ADN compatível com o da nossa sardenta de hoje. Oriunda de uma família judia, Alex pode gabar-se de ter primos na Alemanha, Hungria, Rússia, Angola e, last but not least, Mongolia... daí talvez os ligeiros traços esquimozóides do seu rosto sarapintado. Conceituada comediante nos Estados Unidos, um género de Maria Rueff mas sem um fio de esparquete como namorado, Alex foi arquitectando fama na já defunta série MAD TV. Depois de quase dez anos a parodiar uma imigrante ilegal chinesa, Alex deixou o programa e assentou na série animada Family Guy, uma espécie de Simpsons mais ousada e, na qual, a artista convidada de hoje empresta a voz à mãe da família, Lois Griffin, uma Marge menos amareladasexta-feira, 22 de agosto de 2008
Lágrima da inglória
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Disco hunter
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Debruçar
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Cangurua dourada
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Laurear a pevide
Desconheço se o espírito olímpico, fomentado por Pierre de Coubertin, tem qualquer coisa de afrodisíaco, mas a verdade é que algumas atletas estão a ser contagiadas por uma evidente malandrice. Há uns dias atrás abordámos o liberalismo da jovem nadadora Stephanie Rice, que obrigou a uma operação de cosmética das autoridades australianas ao lânguido perfil da atleta num Hi5 para aquelas bandas do Hemisfério Sul. Laure Manaudou decidiu mergulhar em águas mais agitadas e pousou para a câmara fotográfica do telemóvel do namorado. Abalada pelo escândalo em França, Laure refugiou-se na indiferente Pequim, que não faz puto de ideia da identidade desta curvilínea nadadora gaulesa. Abalada pelas sucessivas polémicas (o corpo nu da sardenta de hoje é o segundo tema de conversa nos cafetarias francesas, logo a seguir aos tacões altos de Sarkozy), Laure está a ser um verdadeiro fiasco nestes Jogos Olímpicos, embora continue a desassossegar o sistema hormonal de muitos adolescentesquinta-feira, 14 de agosto de 2008
Sardas Minhas
Não é questão de ser melhor. É questão de diferença. De estado de espírito. É questão de sensação.
Quando alguém olha para o seu rosto sardento está olhando para algo que você está usando, mas que nem sente, que nem lembra, que nem se dá conta, que não escolheu.
E as sardas ficam ali, o tempo inteiro, montadas nos sorrisos, pra lá e pra cá com os olhos, tomando banho de lágrimas. Sardas adoram se lavar de lágrimas.
Um rosto sardento é um rosto mutante. É um rosto que se disfarça. É um rosto que tem estações. No verão, as sardas se multiplicam. No inverno descansam. No outono, se misturam às folhas douradas. Na primavera, combinam com todas as flores, com todas as cores e por que não rimar, com todos os amores. Ou alguém vai dizer que não?
Carrego no rosto as sardas desde menina. Já tive vergonha, raiva, insatisfação. Já as culpei pela indiferença de quem amei. Já as condenei por fotos que rasguei. Já as fiz em mil pedaços em espelhos que me olhei. Mas a adolescência passou e elas ficaram. E por que elas também passariam? Não há cirurgia ou tratamento capazes de remover sardas. Não há jeito de uma sardenta o deixar de ser. Porque as sardas ficam além da pele. São marcas de nascença que não se contentam em ser uma. Elas querem ser uma mulher inteira. Elas querem o poder. Elas querem se espalhar palmo a palmo. Tomar conta. Invadir. Confundir. Será que no avesso da mulher de sardas há mais sardas? As sardas têm gosto de quê? Será que as sardas têm fim?
Sou uma Mulher de Sardas, mas às vezes penso se não são as sardas que me fazem tão mulher."
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Estilos de Rice
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Acurdar
Stephanie Lagarde é uma actriz francesa que amolece os corações dos mais insensíveis. Esta ruiva sarapintada tem a tendência insistente em pousar de beicinho, estratégia que adocica, até índices quase diabéditos, qualquer azedume. Entre os vários tópicos que fui juntando sobre esta actriz, para depois a canalizar aos nossos caros prezados amigos leitores, retive a participação numa película de nome, em tradução livre, Viva o Casamento e a Libertação do Curdistão. Uma mescla de mensagem política, e de conforto ao apátrida povo curdo, e de incentivo ao sagrado matrimónio. Uma boa (e gira) benfeitora esta sardentaterça-feira, 5 de agosto de 2008
Discompleta
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quinta-feira, 31 de julho de 2008
A equação
Existe um significativo número de registos de Dominique Domai, nome pomposo que contrasta com a singela figura que exibe, pela internet fora. Esta nova-iorquina, de tez outonal, despe-se, despudorada, para as objectivas, desafiando-nos a cálculos de icógnitas infinitas para discernir o número correcto de pintas pelo corpo. Amigo leitor: tomando a amostra que anexo ao post de hoje, também eu o desafio a encontrar o exacto resultado do número de sardas registadas pelos pixels digitais. O prémio é o nosso desmedido reconhecimento, pois, da minha parte, não me resta pachorra (nem idade) para tantas contasterça-feira, 29 de julho de 2008
Música para os olhos
terça-feira, 22 de julho de 2008
Corte e costura
No filme Bordadoras, Brodeuses no original, Claire, a personagem interpretada pela sardenta convidada de hoje, Lola Naymark, procura refúgio nos bordados, depois de uma tentação mal medida, que lhe germinou um rebento no ventre. Com cinco meses de gestação e sem poiso para ficar, Claire acolhe a ajuda da senhora Melikian, uma operária dotada no engenho das agulhas e linhas, que despacha serviço para os melhores estilistas mundiais. Entre mexericos e intrigas, as duas vão fixando laços, nos panos e nos respectivos corações. Uma das boas surpresas da edição de 2004 do insuspeito Festival de Cannes. Aos mais sensíveis, munam-se de um número significativo de cleanexes, que isto é para fazer chorar as pedras da calçadaquinta-feira, 17 de julho de 2008
A endireita
terça-feira, 15 de julho de 2008
Jeisa Babel
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Nora da Loren
terça-feira, 8 de julho de 2008
Gemazen
A Gema é uma australiana que promove sessões fotográficas espíritas, com a finalidade de consolar a tensão amontoada pela lufa-lufa de um quotidiano cada vez mais acelerado. Para as angustias acumuladas pelas exigências do trabalho e da família a Gema recomenda que relativize, caro leitor, relativize. Acomode-se numa esteira pela fresca, sorva um sumo de laranja natural, respire fundo e sonhe, sonhe com a sua mulher, que a Gema não lhe dá abédiasquinta-feira, 3 de julho de 2008
Alta tensão
Estreia hoje nas salas de cinema um filme horripilante, que agonizará sentidos e destroçará corações. Dois jovens sádicos enclausuram uma família na sua vivenda de fins-de-semana. Durante os longos e penosos minutos de jogos cruéis, cruzamos os dedos e torcemos para que a dupla de malandros não desanque de pancadaria a Naomi Watts, que protagoniza a dedicada esposa de Tim Roth. O Tim até é um bom actor, mas como cavalheiro que também deve ser, vai, com toda a certeza, chegar-se à frente para apanhar com todas as malfeitorias dos dois biltres. A caminho dos 40, a ex-namorada do King Kong regressa à área do terror, depois de há uns anos ter passado as noites, no original e sequela do The Ring, a ver fitas VHS de mortos-vivos. Os dois não valiam um ampere, apesar das descargas emocionais de uma Watts em tensão... perdão, em ascençãoterça-feira, 1 de julho de 2008
Surfista espantalhada
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Barrett capilar
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