Esther Walker é uma colunista britânica sardenta que abomina a escolha do Criador para o tom da sua pele. Reparte os seus dotes escrevinhadores entre o The Daily Mail e o The Independent e foi nesta insuspeita publicação, numa crónica de Agosto passado, que Esther se auto-flagelou com um violento desdém para com todas as sardentas do planeta. Uma revolta accionada por um artigo que já foi referido aqui. Alex Bilmes, editor na revista australiana da GQ, defendia, e muito bem, as virtudes das sardas. Esther não gostou e respondeu com dois pares de estalos. Ora atentemos a alguns excertos.. "Disseste que se olhares para uma cara sardenta, vais por-te logo a imaginar como será o resto. Pois, Alex, eu não quero que tu saibas como é o meu resto. Não é nada divertido servir de inspiração para as pessoas colocarem questões do tipo: 'também tens sardas nas mamas'?"
. "É surpreendente a quantidade de pessoas que julgam ser correcto perguntar-me qual a tonalidade da pele do meu rabo. Nem sequer ouses..."
. "Ser sardenta em Inglaterra é como servir de saco de pancada"
. "Também há uma tradição na literatura de conotar as sardas com os falhados, feios e maus. Na Passagem para a Índia, Adela Quested é descrita sem qualquer encanto pelo Dr. Aziz. Em A Tempestade, Shakespeare criou Caliban, um selvagem sardento"
. "Não é mal pensar que as pessoas deviam abominar as sardas. Quando conheço alguem tão sardento quanto eu penso logo 'que camafeu'"
. "Desconfio de homens que gostam de sardentas. As raparigas sardentas até podem pensar que as pessoas aprenderão a gostar delas, mas gostar delas como são? É perverso"
Uma verdadeira injuriadora do bom gosto, livra!!!