quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A vencedora (ou parabéns!)

É verdade que já não postava nada nesta casa há muito tempo, facto pelo qual peço imensa desculpa. O dia de hoje é especial e não pode ser deixado passar em claro...
Não, não é o aniversário do blog mais sardento da história da humanidade...
Também não é o festejo de mais uma edição da Sports Illustrated...
Não é mais do que o aniversário do nosso querido Fogacho, o homem mais viciado em sardas da história da humanidade... MUITOS PARABÉNS FOGACHO!!!
Para celebrar em beleza, o XXº aniversário do nosso camarada, decide regressar a um clássico! A israeltia Bar Rafaeli, namorada de Leonardo Di Caprio, que já passou por este espaço, mas que venceu a hercúlea guerra pela capa da Sports Illustrated (para a semana, espero conseguir trazer uma das derrotadas!)...

Parbens

Hoje apresentamos mais uma profissional da malandrice em fotografia digital. Clio é uma holandesa oriunda da industrial Amesterdão Norte (Noord) que apostou, com significativo sucesso, na área porno-erótica. Senhora de um robusto par de expedientes glandulares, Clio é apresentada como rainha das peculiares propriedades já referidas, compostas com algumas pinturas perenes pelo corpo, vulgo tatuagens, bem como alfinetes da era moderna, vulgo piercings (é confirmar no motor Google que estamos com falta de espaço... e de tempo, que tenho de zarpar para a minha festa de aniversário)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A instrutora

Lembrar-se-ão os meus parceiros de fornada da Catherine Bach. Sim, a Daisy Duke, prima do Bo e do Luke, proprietários do Dodge Charger laranja de portas soldadas, que rugia nos macadames de Hazzard. Para os tempos conservadores de inícios de 80, a Daisy fazia as delícias dos miúdos que carregavam nas faces o acne da puberdade. Eu, por exemplo, encadernava os ensinamentos da primária numa pasta onde figurava a Daisy de calção de ganga pela cintura, que acomodavam uma dupla de glúteos capazes de adubar as mais pueris fantasias de quem se formava para ser homem

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Action girl

Stacy Leigh é uma profissional da fotografia que também disponibiliza o corpo torneado para algumas sessões de glamour. Mas não é só este ecletismo do vai-e-vem entre a retaguarda e a fronte da objectiva que torna Stacy uma profissional peculiar no meio. Esta nova-iorquina é considerada das melhores especialistas em fotografar bonecas de latex articuladas. Ou seja, retrata em ficheiros jótapégues a vida aparente de modelos de borracha em escala 1:1, que fazem as delicias de solitários abastados, com bolsas capazes de pagar entre 5.000 a 10.000 euros por um brinquedo destes (aqui uma espécime devidamente sarapintada para gostos mais distintos... como estou quase a fazer anos, podem fazer uma vaquinha)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

E é preciso pedir?

Lucciana de Vogue é uma actriz francesa que continua a lutar pelo reconhecimento. Hoje, na estreia de Un baiser s'il vous plaît (Só um beijo se fizeres a gentileza, na tradução lusa), a nossa sardenta de hoje faz uma discreta aparição num filme que nos desmonta em variações infinitas o exercício de lábios apaixonados. Lucciana - uma amazona nos tempos livres, que também gosta de nadar e esquiar - exemplificará nas telas como aplicar um xôxo capaz de derreter o coração masculino mais resistente. A acompanhar com atenção e disponibilidade para aprender

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

"Experimentando"

"(...) Quando pequena, meus pais me diziam que minhas sardas caminhavam pelo meu corpo enquanto eu dormia, e que se por acaso eu acordasse no meio da noite, elas parariam no local onde estavam, e meu corpo ficaria sardento como meu rosto... Claro que eu ficava com os olhos bem fechados para não presenciar as sardas perambulando na calada da noite sobre mim, e quando amanhecia, eu verificava se todas estavam no mesmo lugar. Coisas de criança. Tudo muito lúdico, tudo muito encantador, tudo fascinante.
Hoje, mulher de 30 anos, casada, independente, percebo que no fundo, lá no fundo, meus pais tinham uma certa razão, e que a história que me contavam sobre as sardas passearem na calada da noite me parece perfeita, ao verificar o rosto do meu marido, com sardas, depois de casarmos [ele não tinha nenhuma quando o conheci]... Será realmente que elas andam quando acordamos de madrugada?? (...)"
Labelle Paz
Texto na íntegra no Mulher de 30

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Consorte de um azarento

Estreia hoje nos cinemas uma película que projectará até aos píncaros do mediatismo galáctico mais uma sardenta. Carice Van Houten, uma holandesa na casa dos 30, é projectada a partir de hoje nas salas portuguesa como esposa de Claus Von Stauffenberg, um coronel zarolho que ficou imortalizado na História como perpetrador (tentem à primeira) de um dos atentados mais falhados de sempre. Não fosse Von Stauffenberg um medíocre, Adolfo Bigodinhos teria batido a bota sem auto-iniciativa e a Alemanha capitulado um ano antes da rendição na II Grande Guerra, em Maio de 1945. Um pedaço de cultura da exclusiva responsabilidade no nosso eclético espaço. Aprendam!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Wall-shE

Michelle Mosley é uma dedicada caloira da Universidade da Geórgia, que se reparte por multiplas tarefas em nome da comunidade e do bem-estar próprio. A cursar medicina, Michelle é repórter no jornal da instituição lectiva, cobrindo nos seus tempos livres eventos desportivos, fruto do seu passado recente na prática do softball, um género de basebol para atletas com menos jeitinho. Entre as ocupações pessoais, destacamos o estranho gosto de coleccionar pedaços de sucata nos périplos turísticos que efectua pelo planeta. Gaba-se de um particular espólio reunido em Atenas (possivelmente restos de junk-food largados pelos turistas nas travessias pela Acrópole)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

A pele enxerga melhor

"Eu tenho uma inclinação por sardas e cabelos ruivos. Mulheres com sardas costumam não gostar, é curioso.
Quando criança, uma amiga colava fita crepe no rosto e puxava acreditando que as sardas sairiam junto. Ela não respeitava as sardas, confundia com espinhas. Ficava furiosa com Deus, que pintou seu corpo sem permissão. Coloriu seus braços enquanto dormia no ventre. Abominava a idéia de ser diferente, tantos sinais de nascença como o número de estrelas. Sofria com brincadeiras alusivas à ferrugem.
Tanto que não usava dedos ou palitos de fósforo para aprender a contar na escola, mas as sardas. Enchia a tez de cremes da mãe para sarar daquilo que era uma virtude. Agredia as pintas como uma catapora, uma doença, uma tristeza de guitarra. Encabulada com os apelidos que poderia receber. Se um menino a observava com admiração, já tomava como crítica e virava o pescoço para não se machucar. Fugia de si, como se o véu fosse a própria face. Era uma muçulmana de sua timidez.
Enquanto ela queria tirar as sardas, desejava tê-las. A pele enxerga melhor com sardas. São os óculos naturais da pele. Fogo que levemente doura. Brasa singela que acomete as árvores e o crepúsculo no outono. Pão casado com a madeira.
As sardas são uma procissão da boca. Não retiram beleza, mas acentuam. Fazem qualquer rosto voar como os cabelos, subir como um vestido. Não deixam nenhum rosto brincar sozinho. São marcas de lábios das folhas. Uma chuva de folhas. O cheiro de alfazema das folhas.
O ouvido torna-se mais próximo das sobrancelhas, mais próximo do nariz, mais próximo do queixo. É possível acompanhar toda a vizinhança dos telhados. As sardas são balas de goma, o açúcar das balas de goma. Elas fazem o corpo rir mesmo quando está indisposto. Uma mulher com sardas tem jeito de praça na lomba. Eu só subia a lomba da rua porque tinha uma praça no meio do caminho para brincar e recuperar o fôlego. A praça sempre foi a véspera de minha casa. As sardas são a véspera do sol.
Um rosto com sardas, pode reparar, é bem iluminado. Não pela luz que entra, pela luz que já estava lá".
...
Fabrício Carpinejar

Sugestão da Cami, uma sardenta letrada e com muita(s) pinta(s)

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Sardnenta

Esther Walker é uma colunista britânica sardenta que abomina a escolha do Criador para o tom da sua pele. Reparte os seus dotes escrevinhadores entre o The Daily Mail e o The Independent e foi nesta insuspeita publicação, numa crónica de Agosto passado, que Esther se auto-flagelou com um violento desdém para com todas as sardentas do planeta. Uma revolta accionada por um artigo que já foi referido aqui. Alex Bilmes, editor na revista australiana da GQ, defendia, e muito bem, as virtudes das sardas. Esther não gostou e respondeu com dois pares de estalos. Ora atentemos a alguns excertos.
. "Disseste que se olhares para uma cara sardenta, vais por-te logo a imaginar como será o resto. Pois, Alex, eu não quero que tu saibas como é o meu resto. Não é nada divertido servir de inspiração para as pessoas colocarem questões do tipo: 'também tens sardas nas mamas'?"
. "É surpreendente a quantidade de pessoas que julgam ser correcto perguntar-me qual a tonalidade da pele do meu rabo. Nem sequer ouses..."
. "Ser sardenta em Inglaterra é como servir de saco de pancada"
. "Também há uma tradição na literatura de conotar as sardas com os falhados, feios e maus. Na Passagem para a Índia, Adela Quested é descrita sem qualquer encanto pelo Dr. Aziz. Em A Tempestade, Shakespeare criou Caliban, um selvagem sardento"
. "Não é mal pensar que as pessoas deviam abominar as sardas. Quando conheço alguem tão sardento quanto eu penso logo 'que camafeu'"
. "Desconfio de homens que gostam de sardentas. As raparigas sardentas até podem pensar que as pessoas aprenderão a gostar delas, mas gostar delas como são? É perverso"
Uma verdadeira injuriadora do bom gosto, livra!!!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Bardemerda

Depois da comédia pura, o non-sense, o musical ligeiro e o thriller, Woody Allen oferece, a partir de hoje, ao seus adeptos cinematográficos portugueses Vicky Cristina Barcelona. Neste filme, uma sugestiva trama da líbido, podemos acompanhar, a par (e os pares) da curvilínea Scarlett Johansson, as potencialidades artísticas de Rebecca Hall, a sardenta convidada. Fruto do seu inesgotável conhecimento sociológico do quotidiano, Woody elegeu Rebecca (Vicky), um inglesa toda gira, para o contraponto (só aparente) da Scarlett, que neste filme ficciona um animal sexual despudorado. Por seu turno, Rebecca (Cristina) é certinha como um relógio inglês e está às portas do casamento. O pior é quando lhe é sugerido um menage com a sua amiga e um marialva espanhol, interpretado pelo indecoroso Javier Bardem. É preciso ter uma lata, oh Javi!!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Substral para levantar o moral

A recessão económica nos Estados Unidos está a varrer todos os ramos industriais, desde o sector automóvel aos eventos de variedades com pessoas em pelota. A industria pornográfica, pela voz do magnata na área, Larry Flynt, reclamou às autoridades financiamentos que permitam inverter a tendência da crise. Os profissionais da actividade, entre eles a sardenta de hoje, de nome artístico Wendy, alegam que só eles têm capacidades de erguer o cepticismo que se abate sobre murcha sociedade norte-americana. Aguardamos a resposta de Obama e seus acólitos democratas

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Peúgada

Liana K, kapa de Kerzner, o apelido de família, é uma canadiana que subiu a pulso. Ou, no caso concreto, palmo a palmo. Ou, melhor ainda, à força das mãos. Ou, particularizando, à força da mão. Isto porque é assim uma espécie de namorada do Ed Sock, uma meia de feitio difícil que fuma desalmadamente e injuria os convidados do seu programa televisivo semanal. Depois de maçar os neurónios com livradas de literatura inglesa e antropologia, Liana deixou-se de coisas sérias e apostou na televisão, ao lado de um marreta. Nos tempos livres, gosta de se vestir com indumentárias ousadas de heroínas da ficção. Desde o manto do Capuchinho Vermelho ao insignificante trapo de escrava da princesa Leia, da Guerra das Estrelas, Liana multiplica-se em personagens, para júbilo do gosto masculino

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Vigorosa

Natalie Laughlin tem anca larga, antebraços nutridos, um manto adiposo sobre a zona nadegueira e um rosto sardento lindo, que a faz das modelos plus-size mais requisitadas do Mundo. A fama, cimentada por uma série de prémios e reconhecimentos de associações de combate à anorexia, permitiu-lhe estabelecer um recorde de seis outdoors consecutivos na cotadíssima Time Square de Nova Iorque. Com uma altura a bater o 1,80 metros e um peso omisso, Natahlie é um ícone das indumentárias para a cidadã comum, muito distantes dos cabides que bamboleiam as ossadas pelas passadeiras de criadores amaricados

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Natalya Besson?

A crítica mais precipitada refere-se a Natalya Rudakova, a nossa super-sardenta de hoje, como a nova Lana Turner de Hollywood. No que me respeita, desconheço que referências sustentaram tamanha apreciação, mas o caro leitor poderá atestar por si as propaladas qualidades desta russa no filme Transporter 3, que estreia hoje. Um dos argumentistas da referida pelicula de porradaria é o conhecido Luc Besson, o padrinho da artista. Na primeira pessoa, o também realizador francês confidencia-nos como descobriu, e se deslumbrou, com a Natalya, quando esta se encaminhava para mais um dia de trabalho num salão cabeleireiro de Nova Iorque. "Eh pá, quando passou por mim, dei logo conta das sardas e dos olhos azuis". Depois da lenga-lenga do costume, o Luc levou-a para Paris, inscreveu-a num curso intensivo de representação, levou-a de volta para os Estados Unidos e impôs a nova actriz como femme fatale da sequela do Transporter. Eu não sou má lingua, mas tanta dedicação...

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Saúde!

Cá estamos todos em novo ano e prestes a encerrar formalmente a quadra natalícia com o Dia dos Reis. Para o fecho das festividades e reentré em 2009 escolhemos Jennifer Finnigan, uma actriz canadiana que me faz recordar a epidemia de gripe que tem entupido as urgências dos hospitais. No momento da sua inspirada obra, Deus terá sido assolado por uma influenza que não lhe permitiu conter um titânico espirro sobre a pele delicada da Jenny, marcada para a eternidade pelo desleixo do Criador

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Boas festas!

Uma pausa para usufruto da quadra. Até 2009 (muitas prendas e boas passagens)

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Lançar para reunificar

Christina Obergfoll é uma amazona alemã de ombros largos e biceps nutridos. Esta atleta sardenta ingere todas as manhãs complementos vitamínicos que lhe permitem chegar cada vez mais longe. Sendo mais correcto, o objectivo principal não é ela chegar mais longe, mas o aguçado dardo que a acompanha fielmente nas mais importantes competições internacionais. Houve ocasiões em que, graças à passada larga e ao brusco movimento no arremesso, Christina superou os 70 metros, uma marca quase de perder de vista e só ao alcance dos predestinados. Graças à comprovada destreza de Christina, a Alemanha deposita gigantescas esperanças nesta lançadora, que pode recuperar um orgulho atlético que tem vindo a definhar desde a reunificação, que acolheu de Leste muita praticante nutrida e de pêlos púbicos na ponta do nariz

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Tenridade

Alison Lohman anda saturada da imagem de miuda. Os anos passam e as rugas tardam a cravar-lhe o rosto sardento. Por isso, Alison vai sendo rejeitada em Hollywood para papéis mais sérios e maduros. A um ano de selar a entrada no clube das trintonas, Alison, californiana filha de uma proprietária de padaria, teima que tem categoria para papéis mais rudes e que a culpa é do elixir que nunca quis tomar, que a relega para papéis imberbes e de fraco carisma. Haja quem a amadureça

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Enjeitada

Meret Becker tem a grande sorte de partilhar um apelido idêntico ao de um dos melhores tenistas alemães de sempre. No entanto, esta actriz-cantora nouvelle vague, uma Maria Medeiros germânica, sofre da malapata de não usufruir da mesma projecção do seu compatriota Boris. Meredith, o nome próprio de origem, é tida como pretenciosa e, segundo os mais radicais, uma incapaz. Considerações injustas se confrontadas com este pequeno excerto de um concerto da artista, que nos mostra a potência de uma voz de gabarito semelhante a Amy Winehouse, a figura que se me ocorre assim de repente

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Judocronista

Annet Boheme, Anita para o nosso português mais cordial, é uma vigorosa judoca alemã que aplica dolorosas luxações às adversárias com o mesmo empenho que se aplica nos estudos. Não bastasse o mestrado em Desporto, na Universidade de Leipzig, Anita cursa há um ano na área do jornalismo. A médio prazo, será esta sardenta quase-trintona a relatar com minuncia, e objectividade, os seus próprios feitos sobre o tatami, transcrevendo, com a imparcialidade exigida, todos os kokas, yukos, wazaris e ippons sentenciados às pobres oponentes

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Sardenta

"Tu, nesse corpo completo,
Ó lactea virgem doirada
Tens o linfático aspecto
Duma camélia melada"
...
Poema de Cesário Verde
Foto de Katia Franke
Ideia original plagiada daqui

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Malhação

Nina Lund é um andaime dinamarquês que está no epicentro de uma grande polémica no seu país de origem. Uma cadeia multinacional de ginásios despojou a modelo de roupa, ofereceu-lhe um par de halteres e desafiou-a a fortalecer os biceps para uma objectiva. Por sua vez, o registo fotográfico daquele momento de prática saudável foi espalhado pelos maiores outdoors da Dinamarca. Num país onde o liberalismo só costuma ser castrado pelo frio de rachar, a polémica sobre a comercialização do corpo feminino foi accionada por dois ou três puritanos, que têm alimentado incontáveis crónicas em pasquins e páginas digitais nórdicos com o intuito de (re)vestir a Nina de conceitos

terça-feira, 25 de novembro de 2008

H_STÉR_CA

Vanessa Pedry é o exemplo do espécime descaradamente sardento na zona do torax. Mas o descaramento de Vanessa não se esgota no peito sarapintado. Durante longas maratonas vespertinas, Vanessa enche o canal Record (o mesmo que pela noite promove associações do dízimo) e esgota a paciência do telespectador incauto que zappeou descomprometidamente o comando da televisão. Por quantias irrisórias, mas que dão um jeitão neste período de definhamento económico, Vanessa desafia o espectador a adivinhar palavras de duas sílabas, esfuziando com descontrolo ensurdecedor sempre que um herói letrado consegue granjear as pequenas fortunas

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

BICadas

Não sei se Nicki Clyne tem memória das canetas BIC, em particular das suas tampas ainda sem as aberturas determinadas pela então CEE para evitar asfixias. Eu lembro-me perfeitamente dessas canetas e, em particular, das tampas BIC. Nicki, a sardenta de hoje, não é desses grandiosos tempos da escrita-fina-e-escrita-normal mas está, na minha optica, associada indirectamente ao período que lançou a massificação da escrita roller. Isto porque é uma das participantes activas no rejuvenescimento do seriado de ficação científica Galactica, a famosa série dos cyclons, vilões com voz de fundo de copo e luz vermelha a saltitar pela viseira. Era com as tampas BIC que simulava as pequenas naves dos subditos do Comandante " Bonanza" Adama. Com quatro tampas reproduziam-se esses veículos espaciais, aproveitando-se à posteriori o corpo da caneta para projectar no quadro de xisto verde pedaços de papel embebidos em saliva (cuspo, nos tempos idos)

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Jornalirismo

Contamos hoje com uma jornalista que, projectada na nossa realidade, podemos associar a uma miscelânea de Judite de Sousa com Maria Elisa. Daphne Roulier é uma das mais reputadas comunicadoras em França. Nos últimos anos tem lavrado as suas qualidades profissionais pela promoção do cinema e, em particular, pela nova vaga nas peliculas gaulesas. De sangue grego e formosura de divindade, Daphne arriscou este ano uma aparição fugaz numa comédia biográfica de Antoine de Caunes. Para facilitar o baptismo, a equipa de casting facilitou e entregou-lhe o papel de jornalista. Depois de visionada a experiência, toda a gente reitera, com algum comprometimento, que a comunicação social é definitivamente a (única) área de eleição de Daphne

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Recibos verdes

Marie Guillard, actriz francesa de pergaminhos medianos, tem uma curiosa fábula de lançamento da sua veia artística. Com apenas três anos, acompanhava os pais nas férias por catálogo do Clube Med. Foi nos espectáculos de variedades ocorridos em algumas dessas acomodações turísticas, encenados por imigrantes clandestinos do Magrebe, que Marie regou a semente das variedades. Depois de esgotar a paciência dos familiares com enfadonhas encenações domésticas, Marie desenvencilhou-se do cordão e saiu porta fora, para participar em algumas produções cinematográficas, que legitimaram a sua condição e código de actriz nos descontos para a segurança social

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Kristall röst

Lisa Ekdhal , vår fräkne kvinnan av i dags post , är en om bredast namnen om ny generation av sjunga. Henne barnen röst , bräcklig , är mycket emotion och söt. På åldern av 23, hon sjösätta henne första albumet , en mycket stor framgång i henne hem land , med fyra pläderanden om et par månader. Hon er nufötiden en om mest fascinera rösten , många jämförde med Norah Jones Diana Krall , Stack Kent eller Jane Monheit. Hon vill sjunga i Portugal emellan 14 och 16 av November , i Lissabon , Porto och Alcobaça

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Botilde

A sardenta que apresentamos hoje recorreu, sem que sejamos capazes de vislumbrar o motivo, a um modelo de calçado de cano alto para se intitular como artista na área do erótico e um-pouco-mais-que-isso. Se procurarmos por Gabi Lace descobrimos que não é uma botina qualquer. A textura do couro franzido é a mais adequada para a mulher urbana com laivos de femme fatal. Com um fecho-eclair de cima-abaixo, a consumidora deste produto não perderá tempo de manhã a calçar os botins e, no final do dia, pode, com a mesma facilidade, desenvencilhar-se com significativa facilidade do apetrecho pedonal, isto, claro, se o momento assim o exigir (embora seja mais estimulante deixa-las calçadas)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Zumbida

Como toda a artista precoce nos Estados Unidos, Renee Olstead começou a dar cartas em spots publicitários. Uma voz cristalina e afinada encaminhou-a posteriormente para a música de variedades, com uma incursão bem sucedida, e cimentada, no jazz. Alguns mais precipitados até chegaram a compara-la a Ella Fitzgerald (mas a gente já sabe quão certeira é a crítica dita especializada). Ao contrário da nossa Maria Armanda, Renee não acabou numa caixa de supermercado e prosseguiu o trajecto artístico no seriado televisivo, sem nunca perder contacto com o jazzoblues. É uma artista na berra... que murmura