Podemos desmembrar o conceito de sonho em três tópicos fundamentais: o sonho pacifista de Mather Luter King, o sonho filosofal de António Gedeão e, finalmente, o sonho quimérico de Nicole Marie Lenz, a nossa sardenta de hoje. Esta modelo de formação e actriz deformação também tem um sonho, tal como King e Gedeão, mas as fantasias desta norte-americana agitam-se pelo devaneio de um dia ser tal qual a Brigitte Bardot, uma antiga sex-symbol que agora se dedica à criação de vira-latas. Não querendo coarctar os ensejos de Nicole, deixamos o conselho prudente de se cingir aos sonhos de todos nóssegunda-feira, 30 de março de 2009
Utopia BêBê
Podemos desmembrar o conceito de sonho em três tópicos fundamentais: o sonho pacifista de Mather Luter King, o sonho filosofal de António Gedeão e, finalmente, o sonho quimérico de Nicole Marie Lenz, a nossa sardenta de hoje. Esta modelo de formação e actriz deformação também tem um sonho, tal como King e Gedeão, mas as fantasias desta norte-americana agitam-se pelo devaneio de um dia ser tal qual a Brigitte Bardot, uma antiga sex-symbol que agora se dedica à criação de vira-latas. Não querendo coarctar os ensejos de Nicole, deixamos o conselho prudente de se cingir aos sonhos de todos nósquinta-feira, 26 de março de 2009
60 segundos
Leslie Feist é a futura ex-cantora canadiana do momento. Líder da banda Broken Social Scene, tipo Uma Cena Anti-social, Leslie açambarcou praticamente todos os prémios do último Juno Awards, uma gala anual que serve para premiar a arte musical no Canadá. Mais habituada a concertos de garagem, Leslie estremeceu com a inesperada projecção e inverteu drásticamente o percurso artístico. Pediu no final do ano passado “um minuto” para requalificar o seu papel no planeta e hoje ainda se espera que a acanhada artista diga de sua justiçasegunda-feira, 23 de março de 2009
For you Alyssa
Na minha forma de falar, não entendo como o amor em silêncio pode ser tão severo. Mas, o que sinto por ti, está para além das palavras.
Dá-me as palavras, que não me falam nada mas que dizem tudo.
Na minha forma de falar, a semântica não resulta e o que sinto pode ter que ser sacrificado.
Assim, na minha forma de falar, só quero dizer que, tanto como tu, encontrarei o melhor caminho para te contar tudo, dizendo nada".
Tradução livre de In a Manner of Speaking, em tributo primaveril a Alyssa Sutherland
quinta-feira, 19 de março de 2009
Pinkas
Kate Nash deve o impulso à sua precoce carreira artística a outra “pintarolas”, postada ontem, Lily Allen, uma contemporânea da nossa convidada de hoje mas com ligeira vantagem na corrida mediática. Lily concedeu a delicadeza de colocar o perfil de Kate no seu grupo de amigos no MySpace, um Hi5 com amplitude galáctica. O gesto lançou a carreira de Kate, cujas qualidades são teimosamente comparadas às da “madrinha” Allen. Os mais vernáculos, associam o seu grande (e até agora único) sucesso Made of Bricks a uma versão teen, em tradução livre, do The Wall, dos Pink Floyd, esquecendo-se que há gente obrigada a montar tijolos, metafórica ou literalmente, para fazer pela vidaquarta-feira, 18 de março de 2009
Desvairejada
Lily Allen é uma excêntrica cantora pop britânica que tem feito as delícias dos tablóides. O seu estilo casual tem-lhe dado alguns dissabores, já que proliferam na internet uma gama variada de apanhados de paparazzi nos quais Lily perde o domínio dos ousados decotes. Não bastasse o par de maminhas ser mais público que um departamento de finanças do Estado, Lily também gosta de aventuras. Em resposta ao hit de Kate Perry I Kissed a Girl, a cantora britânica esvaziou a “farsa” popularizada pela rival norte-americana, lembrando que a canção não passa de mera ficção. Ela sim, gaba-se de já ter realizado algumas fantasias lésbicas, uma delas com um par de gémeas, para dolorosa inveja de toda a raça masculina. Toda à excepção de Rick Wilson, líder dos Kaiser Chiefs, que terá sido premiado com o envio, alegadamente acidental, de uma foto de Lily com as mamocas ao léu. Como se toda a gente já não as conhecesse, oh Rick…segunda-feira, 16 de março de 2009
João Pestana!
"As sardas têm pinta e a 'mão' do João Pestana!Tenho algumas desde que lembro de ser gente, mas nem sempre lhes achei piada, sobretudo porque em miúda me faziam lembrar uma figura pouco simpática, que tinha a 'terrível' mania de me obrigar a um sono 'induzido'.
Talvez 'instrumentalizada', ou pelo menos inspirada por esse rapaz inventado pela sabedoria popular, a minha mãe dizia-me que o 'malvado', quando se zangava com os meninos que não queriam dormir, lhes deitava areia para os olhos, para os obrigar a fechá-los.
Nunca o vi, mas comecei a temê-lo e a achar que mesmo quando eu cerrava os olhos - temendo a areia que me toldaria a visão - ele atirava os malvados grãos, que se me espalhavam pela cara, dando origem às pintas que dão pinta!
Descobri, pouco depois, que também os meus olhos têm pintas, facto que voltei a atribuir os poderes 'terroríficos' do tal João!
Sempre convivi bem com as pintas e fiquei orgulhosa quando percebi que as tinha conseguido doar em herança.
A descoberta de que o João Pestana era um mito foi feita há muito, mas às vezes ainda dá origem a uma questão: será que os 'Joões Pestana' que se cruzam comigo nas mais diversas situações e me tentam atirar areia para os olhos ainda me fazem sardas?
Não tenho resposta, mas tenho sardas – sobretudo no Verão – e gosto delas!"
...
Alexia
quinta-feira, 12 de março de 2009
Curtinha
As salas portuguesas começam hoje a projectar nas telas Fifthy Dead Man Walking, uma história real de um irlandês que é recrutado pela polícia britânica para se infiltrar no Exército Repúblicano (IRA). Martin McGartland, personagem interpretada por Jim Sturgess, resiste aos conselhos da namorada, Lara (a nossa sardenta de hoje, Nathalie Press) e passa informação preciosa e confidencial ao Governo inglês, até ser apanhado pelos independentistas e torturado até à medula óssea. Quanto a Nathalie, é uma das actrizes britânicas mais aclamadas do momento e tem como píncaro de glória ter integrado o elenco do filme WASP, galardoado em 2005 com o óscar para melhor curta-metragem, um prémio adequado aos seus encolhidos 155 cm de alturaquarta-feira, 11 de março de 2009
Marília Paulina
Fala-se que Kim Novak foi um género de Marlyn Monroe, mas mais bela, talentosa e charmosa. Mas como nunca se meteu de saias ligeiras sobre um respirador de metropolinato nem tinha o tom de voz agudo que tanto se apreciava nos anos 50 e 60, não chegou ao patamar da outra malograda loura. Nascida precisamente Marlyn Pauline Novak, os estúdios de Hollywood ainda tentaram convencer a nossa Marília Paulina a mudar o nome para algo menos parolo, mas actriz só acedeu trocar os dois nomes próprios pelo exótico Kim, que lhe gravou uma estampa estrangeirada. Hoje, com 86 anos, Kim vive escondida das objectivas numa quinta californiana, onde cria cavalos e lamas, animal que a Wikipedia classifica como oitavo mais irritante do Mundosegunda-feira, 9 de março de 2009
A cilada
Ricki Lake encabeçou, ao longo de mais de uma década, um talk show diário para domésticas com carências de emoções fortes. No seu programa tinha hábito convidar anónimos sob o pretexto de partilhar conhecimentos na bricolage. De seguida, com entes queridos e caras-metade dissimulados entre a plateia, Ricki deixava-se de mariquices e passava ao que realmente cativava audiências: sexo! Depois de explicar empenhadamente qual o melhor método de martelar um prego de aço em superfície de estuque, o desprevenido passava a ser questionado sobre as mais escaldantes fantasias com a filha da senhoria. Passado o vexame, seguia-se o carteiro de uma vila de uma comunidade conservadora que reparava graciosamente as bicicletas da rapaziada mas que tinha um gosto especial em vestir lingerie femininaquinta-feira, 5 de março de 2009
Polilingue
Hoje é dia de estreia de The Other Man, uma trama sobre um pobre coitado que suspeita carregar um par de hastes no topo da cremalheira. Liam Neesson, o esposo desvairado, vai ao encontro do alegado amante, Antonio Banderas, numa corrida a combustão de raiva que só pode acabar numa molhada de porradaria. No meio do melodrama está Romola Garai, a nossa actriz sardenta de hoje, que ficciona o papel de filha do chifrudo. Na vida real, Romola sabe cantar, dançar, tocar piano e domina com versatilidade os idiomas thai e mandarim, por se ter dividido entre Hong Kong e Singapura durante a infância: Aqui entre nós Romola... 您是非常炎熱的嬰兒segunda-feira, 2 de março de 2009
Vale perdição
Iveta "Long Legs Godess" Vodakova é uma checa apontada pela crítica especializada como das mais glamourosas modelos eróticas do momento. Uma silhueta modelar, quasi sem lacunas, patenteia um regalo para os olhos e inflama suspiros compulsivos. Pelos (pouquíssimos) espaços registados na internet onde recolhi informação de Iveta disseminam-se magnânimas considerações. Convido-os também a adjectivar sobre fantasias que vos suscitem. Bons sonhos sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
A candidata
Na semana passada prometi que iria apresentar uma das candidatas à capa da Sports Illustrated... Como sou um gajo de cumprir promessas (ok, nem sempre), apresento-vos a Julie Henderson...
Julie nasceu há 23 anos (ainda é uma criança) no Texas, terra que nos trouxe grandes nomes, embora assim de repente eu só me lembre da família Bush... Mas, com certeza, que, apesar de ser loura, a nossa sardenta de hoje tem mais neurónios que o George W., o que diga-se de passagem não é uam tarefa de grande dificuldade...
A Juliazita não foi escolhida para fazer capa este ano, mas tem potencial para ter, num futuro, não muito longínquo, conseguir suceder à israelita Bar Rafaeli!! Ou acham que não???
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Bem servida
Hoje somos contemplados com a estreia de Charlie Bartlett, um filme norte-americano de produção independente que serve de pretexto para apresentarmos mais uma sardenta. Megan Park continua a fazer pela vida e a investir numa carreira que ninguem sabe se lucrará. Nesta película, faz uma aparição efémera pelo liceu onde Charlie, um rapaz abastado, destila caprichos de psicanalista pelos colegas atormentados. Não sei se Megan sofre de algum trauma de cariz freudiano, mas com a modesta projecção na industria do cinema, fica o conselho de tentar a área lojista ou hoteleirasegunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Biscoita
"Quando era pequenita e perguntava aos meus pais porque tinha sardas e porque é que no Verão elas se multiplicavam, eles costumavam dizer 'andaste a apanhar sol com um crivo'!Houve momentos em que tentaram persuadir-me a tirá-las, sobretudo nos Verões, quando a minha cara parecia uma sarda só, mas nunca me deixei convencer!
Lembro-me de ouvir expressões como sardentinha, pintinhas, pintarola, palhacinha mas sempre com carinho, o que nunca incomodou a minha paz de espírito, nem abalou a minha auto-estima e o meu ego!
Como diz a cantiga (e eu acrescento): tuas sardas e olhos castanhos de encantos tamanhos…!!! Sempre encarei as minhas sardas com orgulho; tornaram-se a minha imagem de marca.
Sobre mim posso partilhar que passo a vida a sorrir e, em 99% dos dias, de bem com a vida! Não sou daquelas pessoas que acorda e começa logo o dia mal disposta e a espingardar contra tudo e todos. Nada disso, acordo sempre com um sorriso estampado no rosto! Decerto o facto de ser açucarodependente (docinhos e bolinhos e chocolatinhos) faz de mim uma pessoa mais doce!!!
O meu grupo de fiéis amigas, o qual baptizamos de Gang do Biscoito Fino (giro não é!) costuma dizer que eu sou o sol!! E eu, toda embevecida, aceitei a alcunha de bom grado! Mau era se me quisessem chamar de raio ou trovão…
Posso partilhar ainda que tenha a mania de fotografar a minha pessoa… um daqueles vícios compulsivos! É em qualquer hora e em qualquer lugar, basta ter uma máquina fotográfica à mão! E então a minha máquina adoro, dá para fazer uns efeitos super giros tipo fotógrafa profissional!
E que bem ficam as minhas sardas nessas fotografias…"
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
A vencedora (ou parabéns!)
É verdade que já não postava nada nesta casa há muito tempo, facto pelo qual peço imensa desculpa. O dia de hoje é especial e não pode ser deixado passar em claro...
Não, não é o aniversário do blog mais sardento da história da humanidade...
Também não é o festejo de mais uma edição da Sports Illustrated...
Não é mais do que o aniversário do nosso querido Fogacho, o homem mais viciado em sardas da história da humanidade... MUITOS PARABÉNS FOGACHO!!!
Para celebrar em beleza, o XXº aniversário do nosso camarada, decide regressar a um clássico! A israeltia Bar Rafaeli, namorada de Leonardo Di Caprio, que já passou por este espaço, mas que venceu a hercúlea guerra pela capa da Sports Illustrated (para a semana, espero conseguir trazer uma das derrotadas!)...
Parbens
Hoje apresentamos mais uma profissional da malandrice em fotografia digital. Clio é uma holandesa oriunda da industrial Amesterdão Norte (Noord) que apostou, com significativo sucesso, na área porno-erótica. Senhora de um robusto par de expedientes glandulares, Clio é apresentada como rainha das peculiares propriedades já referidas, compostas com algumas pinturas perenes pelo corpo, vulgo tatuagens, bem como alfinetes da era moderna, vulgo piercings (é confirmar no motor Google que estamos com falta de espaço... e de tempo, que tenho de zarpar para a minha festa de aniversário)quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
A instrutora
Lembrar-se-ão os meus parceiros de fornada da Catherine Bach. Sim, a Daisy Duke, prima do Bo e do Luke, proprietários do Dodge Charger laranja de portas soldadas, que rugia nos macadames de Hazzard. Para os tempos conservadores de inícios de 80, a Daisy fazia as delícias dos miúdos que carregavam nas faces o acne da puberdade. Eu, por exemplo, encadernava os ensinamentos da primária numa pasta onde figurava a Daisy de calção de ganga pela cintura, que acomodavam uma dupla de glúteos capazes de adubar as mais pueris fantasias de quem se formava para ser homemsegunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Action girl
Stacy Leigh é uma profissional da fotografia que também disponibiliza o corpo torneado para algumas sessões de glamour. Mas não é só este ecletismo do vai-e-vem entre a retaguarda e a fronte da objectiva que torna Stacy uma profissional peculiar no meio. Esta nova-iorquina é considerada das melhores especialistas em fotografar bonecas de latex articuladas. Ou seja, retrata em ficheiros jótapégues a vida aparente de modelos de borracha em escala 1:1, que fazem as delicias de solitários abastados, com bolsas capazes de pagar entre 5.000 a 10.000 euros por um brinquedo destes (aqui uma espécime devidamente sarapintada para gostos mais distintos... como estou quase a fazer anos, podem fazer uma vaquinha)quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
E é preciso pedir?
Lucciana de Vogue é uma actriz francesa que continua a lutar pelo reconhecimento. Hoje, na estreia de Un baiser s'il vous plaît (Só um beijo se fizeres a gentileza, na tradução lusa), a nossa sardenta de hoje faz uma discreta aparição num filme que nos desmonta em variações infinitas o exercício de lábios apaixonados. Lucciana - uma amazona nos tempos livres, que também gosta de nadar e esquiar - exemplificará nas telas como aplicar um xôxo capaz de derreter o coração masculino mais resistente. A acompanhar com atenção e disponibilidade para aprendersegunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
"Experimentando"
"(...) Quando pequena, meus pais me diziam que minhas sardas caminhavam pelo meu corpo enquanto eu dormia, e que se por acaso eu acordasse no meio da noite, elas parariam no local onde estavam, e meu corpo ficaria sardento como meu rosto... Claro que eu ficava com os olhos bem fechados para não presenciar as sardas perambulando na calada da noite sobre mim, e quando amanhecia, eu verificava se todas estavam no mesmo lugar. Coisas de criança. Tudo muito lúdico, tudo muito encantador, tudo fascinante.Hoje, mulher de 30 anos, casada, independente, percebo que no fundo, lá no fundo, meus pais tinham uma certa razão, e que a história que me contavam sobre as sardas passearem na calada da noite me parece perfeita, ao verificar o rosto do meu marido, com sardas, depois de casarmos [ele não tinha nenhuma quando o conheci]... Será realmente que elas andam quando acordamos de madrugada?? (...)"
Labelle Paz
Texto na íntegra no Mulher de 30
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Consorte de um azarento
Estreia hoje nos cinemas uma película que projectará até aos píncaros do mediatismo galáctico mais uma sardenta. Carice Van Houten, uma holandesa na casa dos 30, é projectada a partir de hoje nas salas portuguesa como esposa de Claus Von Stauffenberg, um coronel zarolho que ficou imortalizado na História como perpetrador (tentem à primeira) de um dos atentados mais falhados de sempre. Não fosse Von Stauffenberg um medíocre, Adolfo Bigodinhos teria batido a bota sem auto-iniciativa e a Alemanha capitulado um ano antes da rendição na II Grande Guerra, em Maio de 1945. Um pedaço de cultura da exclusiva responsabilidade no nosso eclético espaço. Aprendam!segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Wall-shE
Michelle Mosley é uma dedicada caloira da Universidade da Geórgia, que se reparte por multiplas tarefas em nome da comunidade e do bem-estar próprio. A cursar medicina, Michelle é repórter no jornal da instituição lectiva, cobrindo nos seus tempos livres eventos desportivos, fruto do seu passado recente na prática do softball, um género de basebol para atletas com menos jeitinho. Entre as ocupações pessoais, destacamos o estranho gosto de coleccionar pedaços de sucata nos périplos turísticos que efectua pelo planeta. Gaba-se de um particular espólio reunido em Atenas (possivelmente restos de junk-food largados pelos turistas nas travessias pela Acrópole)quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
A pele enxerga melhor
"Eu tenho uma inclinação por sardas e cabelos ruivos. Mulheres com sardas costumam não gostar, é curioso. Quando criança, uma amiga colava fita crepe no rosto e puxava acreditando que as sardas sairiam junto. Ela não respeitava as sardas, confundia com espinhas. Ficava furiosa com Deus, que pintou seu corpo sem permissão. Coloriu seus braços enquanto dormia no ventre. Abominava a idéia de ser diferente, tantos sinais de nascença como o número de estrelas. Sofria com brincadeiras alusivas à ferrugem.
Tanto que não usava dedos ou palitos de fósforo para aprender a contar na escola, mas as sardas. Enchia a tez de cremes da mãe para sarar daquilo que era uma virtude. Agredia as pintas como uma catapora, uma doença, uma tristeza de guitarra. Encabulada com os apelidos que poderia receber. Se um menino a observava com admiração, já tomava como crítica e virava o pescoço para não se machucar. Fugia de si, como se o véu fosse a própria face. Era uma muçulmana de sua timidez.
Enquanto ela queria tirar as sardas, desejava tê-las. A pele enxerga melhor com sardas. São os óculos naturais da pele. Fogo que levemente doura. Brasa singela que acomete as árvores e o crepúsculo no outono. Pão casado com a madeira.
As sardas são uma procissão da boca. Não retiram beleza, mas acentuam. Fazem qualquer rosto voar como os cabelos, subir como um vestido. Não deixam nenhum rosto brincar sozinho. São marcas de lábios das folhas. Uma chuva de folhas. O cheiro de alfazema das folhas.
O ouvido torna-se mais próximo das sobrancelhas, mais próximo do nariz, mais próximo do queixo. É possível acompanhar toda a vizinhança dos telhados. As sardas são balas de goma, o açúcar das balas de goma. Elas fazem o corpo rir mesmo quando está indisposto. Uma mulher com sardas tem jeito de praça na lomba. Eu só subia a lomba da rua porque tinha uma praça no meio do caminho para brincar e recuperar o fôlego. A praça sempre foi a véspera de minha casa. As sardas são a véspera do sol.
Um rosto com sardas, pode reparar, é bem iluminado. Não pela luz que entra, pela luz que já estava lá".
...
Fabrício Carpinejar
Sugestão da Cami, uma sardenta letrada e com muita(s) pinta(s)
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Sardnenta
Esther Walker é uma colunista britânica sardenta que abomina a escolha do Criador para o tom da sua pele. Reparte os seus dotes escrevinhadores entre o The Daily Mail e o The Independent e foi nesta insuspeita publicação, numa crónica de Agosto passado, que Esther se auto-flagelou com um violento desdém para com todas as sardentas do planeta. Uma revolta accionada por um artigo que já foi referido aqui. Alex Bilmes, editor na revista australiana da GQ, defendia, e muito bem, as virtudes das sardas. Esther não gostou e respondeu com dois pares de estalos. Ora atentemos a alguns excertos.. "Disseste que se olhares para uma cara sardenta, vais por-te logo a imaginar como será o resto. Pois, Alex, eu não quero que tu saibas como é o meu resto. Não é nada divertido servir de inspiração para as pessoas colocarem questões do tipo: 'também tens sardas nas mamas'?"
. "É surpreendente a quantidade de pessoas que julgam ser correcto perguntar-me qual a tonalidade da pele do meu rabo. Nem sequer ouses..."
. "Ser sardenta em Inglaterra é como servir de saco de pancada"
. "Também há uma tradição na literatura de conotar as sardas com os falhados, feios e maus. Na Passagem para a Índia, Adela Quested é descrita sem qualquer encanto pelo Dr. Aziz. Em A Tempestade, Shakespeare criou Caliban, um selvagem sardento"
. "Não é mal pensar que as pessoas deviam abominar as sardas. Quando conheço alguem tão sardento quanto eu penso logo 'que camafeu'"
. "Não é mal pensar que as pessoas deviam abominar as sardas. Quando conheço alguem tão sardento quanto eu penso logo 'que camafeu'"
. "Desconfio de homens que gostam de sardentas. As raparigas sardentas até podem pensar que as pessoas aprenderão a gostar delas, mas gostar delas como são? É perverso"
Uma verdadeira injuriadora do bom gosto, livra!!!
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Bardemerda
Depois da comédia pura, o non-sense, o musical ligeiro e o thriller, Woody Allen oferece, a partir de hoje, ao seus adeptos cinematográficos portugueses Vicky Cristina Barcelona. Neste filme, uma sugestiva trama da líbido, podemos acompanhar, a par (e os pares) da curvilínea Scarlett Johansson, as potencialidades artísticas de Rebecca Hall, a sardenta convidada. Fruto do seu inesgotável conhecimento sociológico do quotidiano, Woody elegeu Rebecca (Vicky), um inglesa toda gira, para o contraponto (só aparente) da Scarlett, que neste filme ficciona um animal sexual despudorado. Por seu turno, Rebecca (Cristina) é certinha como um relógio inglês e está às portas do casamento. O pior é quando lhe é sugerido um menage com a sua amiga e um marialva espanhol, interpretado pelo indecoroso Javier Bardem. É preciso ter uma lata, oh Javi!!terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Substral para levantar o moral
A recessão económica nos Estados Unidos está a varrer todos os ramos industriais, desde o sector automóvel aos eventos de variedades com pessoas em pelota. A industria pornográfica, pela voz do magnata na área, Larry Flynt, reclamou às autoridades financiamentos que permitam inverter a tendência da crise. Os profissionais da actividade, entre eles a sardenta de hoje, de nome artístico Wendy, alegam que só eles têm capacidades de erguer o cepticismo que se abate sobre murcha sociedade norte-americana. Aguardamos a resposta de Obama e seus acólitos democratasquinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Peúgada
Liana K, kapa de Kerzner, o apelido de família, é uma canadiana que subiu a pulso. Ou, no caso concreto, palmo a palmo. Ou, melhor ainda, à força das mãos. Ou, particularizando, à força da mão. Isto porque é assim uma espécie de namorada do Ed Sock, uma meia de feitio difícil que fuma desalmadamente e injuria os convidados do seu programa televisivo semanal. Depois de maçar os neurónios com livradas de literatura inglesa e antropologia, Liana deixou-se de coisas sérias e apostou na televisão, ao lado de um marreta. Nos tempos livres, gosta de se vestir com indumentárias ousadas de heroínas da ficção. Desde o manto do Capuchinho Vermelho ao insignificante trapo de escrava da princesa Leia, da Guerra das Estrelas, Liana multiplica-se em personagens, para júbilo do gosto masculino terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Vigorosa
Natalie Laughlin tem anca larga, antebraços nutridos, um manto adiposo sobre a zona nadegueira e um rosto sardento lindo, que a faz das modelos plus-size mais requisitadas do Mundo. A fama, cimentada por uma série de prémios e reconhecimentos de associações de combate à anorexia, permitiu-lhe estabelecer um recorde de seis outdoors consecutivos na cotadíssima Time Square de Nova Iorque. Com uma altura a bater o 1,80 metros e um peso omisso, Natahlie é um ícone das indumentárias para a cidadã comum, muito distantes dos cabides que bamboleiam as ossadas pelas passadeiras de criadores amaricadosquinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Natalya Besson?
A crítica mais precipitada refere-se a Natalya Rudakova, a nossa super-sardenta de hoje, como a nova Lana Turner de Hollywood. No que me respeita, desconheço que referências sustentaram tamanha apreciação, mas o caro leitor poderá atestar por si as propaladas qualidades desta russa no filme Transporter 3, que estreia hoje. Um dos argumentistas da referida pelicula de porradaria é o conhecido Luc Besson, o padrinho da artista. Na primeira pessoa, o também realizador francês confidencia-nos como descobriu, e se deslumbrou, com a Natalya, quando esta se encaminhava para mais um dia de trabalho num salão cabeleireiro de Nova Iorque. "Eh pá, quando passou por mim, dei logo conta das sardas e dos olhos azuis". Depois da lenga-lenga do costume, o Luc levou-a para Paris, inscreveu-a num curso intensivo de representação, levou-a de volta para os Estados Unidos e impôs a nova actriz como femme fatale da sequela do Transporter. Eu não sou má lingua, mas tanta dedicação...terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Saúde!
Cá estamos todos em novo ano e prestes a encerrar formalmente a quadra natalícia com o Dia dos Reis. Para o fecho das festividades e reentré em 2009 escolhemos Jennifer Finnigan, uma actriz canadiana que me faz recordar a epidemia de gripe que tem entupido as urgências dos hospitais. No momento da sua inspirada obra, Deus terá sido assolado por uma influenza que não lhe permitiu conter um titânico espirro sobre a pele delicada da Jenny, marcada para a eternidade pelo desleixo do Criador
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